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Mato Grosso do Sul Eleições

Dissidentes do governo formam rede de apoio para campanha de Rose Modesto

Vários ex-aliados do PSDB e, consequentemente, da gestão estadual participam do arco de sustentação da pré-candidata

17/03/2022 20h21
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Por: Redação
Dissidentes do governo formam rede de apoio para campanha de Rose Modesto

O União Brasil, legenda oriunda da fusão do DEM e do PSL, já nas prévias da campanha eleitoral para o pleito geral de outubro atraiu, em Mato Grosso do Sul, uma legião de dissidentes que antes eram filiados ou parceiros de primeira hora do PSDB, que comanda o governo do Estado.  

Entre os “separatistas” que debandaram do terreno tucano, dois eram vice-governadores – entre eles Rose Modesto, que ocupou o cargo até 2018 – e um era secretário que cuidava das obras, a pasta mais vigorosa do governo.

O motivo da ruptura? Para alguns, o atual governo tucano teria deixado de lado projetos ambicionados em 2014, quando Reinaldo Azambuja elegeu-se para o primeiro mandato à frente do Executivo.  

Outros acreditam simplesmente que é a hora de uma mulher assumir o Estado, que completa 45 anos em outubro, mês das eleições. E a opção do União Brasil, lançada oficialmente no sábado (12), é a deputada federal Rose Modesto, uma das primeiras a revoar do ninho dos tucanos.  

Antes, ela quis ser prefeita da Capital pelo PSDB, mas foi preterida pela cúpula tucana. Resolveu buscar espaço em outro partido, primeiro no PP, depois no União Brasil, que a acolheu rapidamente.

OS MODESTOS

De 2015 a 2018, a também ex-professora cumpriu a segunda maior missão do partido no Estado, no cargo de vice-governadora. Dali, como campeã de votos, elegeu-se deputada federal em 2018.  

Irmão de Rose, o deputado estadual Rinaldo Modesto repetiu o gesto da parlamentar, deixando a legenda e dizendo já estar com um pé no Podemos, partido que promete se juntar ao União Brasil pela candidatura da irmã.

Se os irmãos eram do PSDB, agora rivais do governo, como devem se comportar nas eleições contra o ex-partido e o que devem propor, se por quase oito anos eram praticamente do governo?

Rinaldo disse que a campanha de Rose será tocada de maneira democrática, sem ataques. 

“Com certeza, vamos no diálogo, com simplicidade, apresentando alternativa diferente. Podemos melhor avançar principalmente na questão social. Nossa campanha será propositiva, democrática, tranquila”, disse. Para ele, se a irmã recorrer a ataques, “a população não gostará”.

Rinaldo já faz até projeção de futuro para o Podemos, seu novo partido: em outubro, eleger três deputados estaduais, contando com a reeleição dele, e obter ainda a vaga de um deputado federal.

SEMPRE DO LADO

Outro ex-aliado do PSDB, que abarcou na pré-candidatura de Rose Modesto, é o ex-secretário de Obras na primeira gestão de Reinaldo Azambuja, Marcelo Miglioli. Em 2018, como tucano, ele concorreu à vaga ao Senado, sem sucesso.

Agora, embora diga que ainda não é candidato, Miglioli afirmou que filiou-se ao União Brasil para cooperar na montagem do programa de governo de Rose.

E por que a revoada do tucanato? O ex-secretário da gestão de Azambuja, que sempre aparecia nas fotografias ao lado do governador, demonstrou ter ficado insatisfeito com o governo porque logo depois de eleito a gestão tucana enfrentou um racha.

“O governo de Reinaldo, após 2014 [quando eleito para o primeiro mandato] formou dois grupos. O primeiro construiu a candidatura de Reinaldo, com ideologia, formato, à qual eu pertenci. O outro grupo é do Riedel [atual secretário de Estado de Infraestrutura], pré-candidato ao governo pelo PSDB”, disse Miglioli, dando a entender que não simpatiza com o tal grupo ligado a Riedel.

 

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