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Rússia começa invasão e exige rendição de Kiev

Explosões foram ouvidas nos arredores da capital Kiev. Autoridades ucranianas afirmaram que a Rússia invadiu uma usina nuclear em Chernobyl. Acompanhe os desdobramentos

24/02/2022 17h01 Atualizada há 2 meses
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Por: Redação
Rússia começa invasão e exige rendição de Kiev

A Rússia iniciou, na madrugada desta quinta-feira (24), uma invasão da Ucrânia, com ataques aéreos em todo o país, incluindo na capital Kiev, e a entrada de forças terrestres ao norte, leste e sul, segundo os guardas de fronteira ucranianos, que registram suas primeiras perdas.

A ofensiva provocou clamor internacional, ao qual Moscou não deu ouvidos.

Dois dias depois de reconhecer a independência dos territórios separatistas ucranianos no Donbas, o presidente russo, Vladimir Putin, que disse que queria "defendê-los" contra a agressão ucraniana, lançou a invasão.

"Tomei a decisão de uma operação militar", declarou Putin em um discurso na madrugada. "Vamos nos esforçar para alcançar uma desmilitarizaração e uma desnazificação da Ucrânia", afirmou.

"Não temos nos nossos planos uma ocupação dos territórios ucranianos, não pretendemos impor nada pela força a ninguém", assegurou, apelando aos soldados ucranianos "a deporem as armas".

Ele repetiu suas acusações infundadas de um "genocídio" orquestrado pela Ucrânia nos territórios separatistas pró-Rússia no leste do país e utilizou como argumento o pedido de ajuda dos separatistas e a política agressiva da Otan em relação à Rússia, da qual a Ucrânia seria uma ferramenta.

Pouco depois começaram a ser ouvidas explosões em várias cidades ucranianas, da capital, Kiev, a Kharkov, a segunda cidade do país na fronteira com a Rússia, mas também em Odessa e Mariupol, às margens do Mar Negro.

Sirenes de alerta para bombardeios soam a cada 15 minutos em Lviv, a cidade para onde os Estados Unidos e vários outros países transferiram suas embaixadas, e em Odessa.

O embaixador da Ucrânia em Washington pediu ajuda nesta quinta-feira, segundo o New York Times. O embaixador afirmou que pelo menos 40 soldados ucranianos já foram mortos pela Rússia, bem como civis, e que o local do desastre de Chernobyl estava sob ataque.

"É impossível dizer que a usina nuclear de Chernobyl está segura após um ataque completamente sem sentido dos russos", afirmou Mykhailo Podolyak, conselheiro do gabinete presidencial ucraniano.

A polícia da Rússia deteve pelo menos 800 pessoas em protestos antiguerra que ocorrem em 42 cidades russas nesta quinta-feira, segundo informações do grupo de monitoramento de protestos OVD-Info, que tem documentado a repressão contra a oposição russa durante anos.

Lei marcial na Ucrânia

Após o ataque militar russo, nesta quinta-feira, 24, opresidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, decretou lei marcial no país. A medida derruba leis civis e as substitui por regras militares em todo o território nacional.

“A Rússia realizou ataques contra nossa infraestrutura militar e nossos guardas de fronteira. Ouviram-se explosões em muitas cidades da Ucrânia. Estamos introduzindo a lei marcial em todo o território do nosso país”, declarou Zelensky.Ainda não há detalhes de como a lei marcial será implantada, mas a adoção desse regime significa dizer que agora, na Ucrânia, quem toma as decisões são os chefes das Forças Armadas.

A adoção da lei marcial acontece em momentos de riscos à população, como em casos de confrontos armados de grande proporção.

O presidente ucraniano também "ordenou infligir o máximo de baixas ao agressor", indicou o comandante-em-chefe das Forças Armadas ucranianas, o general Valery Zaluzni, assegurando que o Exército "reage com dignidade" aos ataques inimigos.

Os guardas de fronteira disseram que as forças terrestres russas entraram no território ucraniano pela Rússia e Belarus, informando três mortes em suas fileiras.

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