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Polícia Presos

Ex-secretário de finanças de Rio Brilhante e ex-prefeito de Maracaju são presos durante operação contra desvio de 23 milhões

Lenilson Carvalho Antunes ex-secretário de finanças do prefeito Lucas Foroni em Rio Brilhante

22/09/2021 10h03 Atualizada há 6 dias
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Por: Redação
Ex-secretário de finanças de Rio Brilhante e ex-prefeito de Maracaju são presos durante operação contra desvio de 23 milhões

Foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (22), por equipes da Dracco (Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado) a Operação Dark, que cumpre mandados contra o desvio de R$ 23 milhões de cofres públicos da cidade de Maracaju, a 160 quilômetros de Campo Grande. 

São cumpridos seis mandados de prisão temporária, havendo mais um mandado de prisão temporária em aberto, já que o investigado é considerado foragido, além de cumprimento de 26 mandados de busca e apreensão.

Ainda foram feitos o bloqueio de bens, além de outras medidas cautelares determinadas pela Justiça. A ação mira servidores públicos que atuaram no alto escalão do executivo municipal nos anos de 2019/2020, bem como, empresários e empresas com envolvimento no esquema.

Foram presos, o ex-prefeito Maurilio Ferreira Azambuja e o ex-secretário de finanças do município Lenilson Carvalho Antunes, durante a Operação Dark. 

Além deles, Daiana Cristina Kuhn, que já foi Secretária Municipal de Administração, Iasmin Cristaldo Cardoso, que atuou como Diretora do Departamento de Tesouraria, Pedro Emerson Amaral Pinto - da Tapeçaria Lobo, Fernando Martinelli Sartor, que atuou como Assessor Especial de Gabinete e mantém ainda ao menos um contrato de R$ 60 mil com a Prefeitura para sublocação de parte da Fazenda Serrinha e Moisés Freitas Victor, pelo prazo de cinco dias. 

Cheques e desvios

Foi constatada a criação de uma conta bancária de fachada, diversa da oficial e não declarada aos órgãos de controle interno e externo do município, por onde foram promovidos mais de 150 repasses de verbas públicas em menos de 1 ano.  

A partir de negócios jurídicos dissimulados, integrantes do alto escalão da prefeitura emitiram mais de 600 lâminas de cheques, que totalizaram mais de R$ 23 milhões, a empresas, sem qualquer embasamento jurídico para amparar os pagamentos.

Muitas das empresas beneficiárias dos valores não mantinham relação jurídica com a prefeitura — licitação, contrato ou meio legal que amparasse a transação financeira. Além disso, não havia emissão de notas fiscais e os valores não eram submetidos a empenho de despesas.

Foram encontrados alvos no estado do Paraná. Um deles acabou localizado e preso em um hotel. As ações foram realizadas em Maracaju, Corumbá, Ponta Porã e Campo Grande e envolveram 60 policiais civis do Estado e ainda na cidade de Umuarama através de uma equipe da PCPR.

 

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