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Mato Grosso do Sul Tristeza

Mãe implora por parto de urgência, não consegue e perde 1º filho no MS

Denise afirma que passou quase quinze dias implorando atendimento até parar de sentir os batimentos do filho

16/07/2021 18h08
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Por: Redação
Mãe implora por parto de urgência, não consegue e perde 1º filho no MS

Denise Nascimento da Luz, 19 anos, que aguardava ansiosa pela chegada do pequeno Henrique, viu o mundo desabar em questão de dias, mesmo tendo uma gestação considerada tranquila durante todo o pré-natal, em Aquidauana.

Mãe de primeira viagem, ela afirma que sentia os movimentos do filho na barriga e a chegada do bebê estava agendada para o dia 7 de julho.

"Eu tive uma gestação tranquila, meu bebê estava ótimo, não tinha nenhum problema, sempre aparentava estar muito saudável em todos os exames. No dia 30 de junho, eu comecei a sentir muitas dores, fiquei preocupada, procurei atendimento. Falaram que não era nada, que era para voltar para casa e esperar, mesmo assim eu fiquei muito preocupada", diz Denise. 

Ela destaca que no dia 1° de julho decidiu fazer uma ultrassonografia e foi constatado que ela estava perdendo líquido. 

"O médico falou que eu teria que fazer parto cesariano. Ele me mandou ir ao hospital e pedir. Fui ao hospital, a doutora viu a ultrassom, falei que estava perdendo líquido, ela fez o toque, queria que fosse parto normal, como não tinha dilatação, ela me mandou embora. Fiquei indo ao hospital várias vezes, sentindo muita dor. Fui praticamente todos os dias no hospital e falavam que não era nada", relembra Denise.

Pela segunda vez, ela afirma que pegou encaminhamento com médico particular, orientando um parto de urgência e, mesmo assim, não foi atendida. 

"Eu estava com 40 semanas, mesmo assim, a médica nem quis olhar. Dia 11 de Julho, eu procurei atendimento e não sentia mais meu filho se mexer. Não sentia mais movimento nenhum. Tinha batimento dele ainda, mas bem fraco. Não fizeram nada. Ela fez o toque, falou que estava normal, sem dilatação. Terça fui de novo no hospital, com encaminhamento, com 41 semanas, cheguei lá. Médico viu que não tinha mais batimento. Retiraram o bebê sem vida. Até médico ficou abismado e chorou. Foi um descaso total, que resultou na morte do meu filho", afirma a mãe. 

A dona de casa afirma que no dia 13 de julho, passou por uma cesariana para retirar o filho morto da barriga. "Agora eu tenho que conviver com a dor do parto e da partida do meu filho, isso é muito triste para uma mãe", finaliza Denise chorando. 

Hospital Regional

A Reportagem entrou em contato com a assessoria do Hospital Regional de Aquidauana, que informa que a direção está apurando o ocorrido e lamenta a morte de Henrique. 

"A Direção do Hospital Regional Dr. Estácio Muniz reitera seu profundo pesar e solidariedade à família. Diante da tragédia que reveste esta morte prematura, e para que não restem dúvidas quanto às práticas adotadas neste episódio, a diretora Claudia Nascimento informa que, já determinou a apuração dos fatos ocorridos em relação ao atendimento da paciente e seu recém-nascido. No presente momento ainda é prematuro qualquer manifestação técnica e clínica até a efetiva apuração dos fatos", disse a assessoria. 

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