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Mato Grosso do Sul COVID-19

Cidades da fronteira de MS vivem expectativa por vacinação em massa e têm regras para barrar quem 'é de fora'

Com atraso, estimativa é de que doses cheguem ainda esta semana ao Estado

30/06/2021 16h50 Atualizada há 3 semanas
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Por: Redação
Cidades da fronteira de MS vivem expectativa por vacinação em massa e têm regras para barrar quem 'é de fora'

Com expectativa de receber doses de vacina contra covid ainda esta semana, municípios da fronteira de Mato Grosso do Sul se preparam para vacinação em massa de todo o público acima dos 18 anos nos próximos dias. A chegada das doses da Janssen - que é de aplicação única - já eram para ter chegado, mas a população de 13 cidades nessa região aguardam pela imunização.

Uma das preocupações, principalmente dos locais que têm cidades vizinhas do outro lado da fronteira, é de garantir que a vacinação seja feita em moradores sul-mato-grossenses.

É o caso de Ponta Porã e Corumbá, as duas maiores cidades da fronteira. Esses municípios, por exemplo, terão critérios rígidos para garantir a imunização de sua população.

"Vamos ter rigor muito grande na vacinação, além de exigir o título de eleitor e comprovante de residência, podemos exigir o comprovante de escolaridade dos filhos para garantir que a vacinação seja correta. Se ficar com dúvida, vamos pedir para voltar depois", comentou o prefeito de Ponta Porã, Hélio Peluffo (PSDB), afirmando que em caso de dúvida por parte das equipes outros documentos podem ser exigidos como matrícula dos filhos ou outro que comprove a residência no município, que tem fronteira seca com Pedro Juan Caballero, Paraguai.

Em Corumbá, que faz divisa com Puerto Quijarro, Bolívia, o esquema será parecido. "o município irá exigir a comprovação, que poderá ser feita pelo próprio cadastro do SUS (consta endereço no sistema); título de eleitor; endereço profissional (militares principalmente); comprovante de endereço (água; luz ou telefone)", informou a prefeitura.

Força-tarefa 

Com o atraso na chegada das doses, os dois principais municípios da fronteira já estão com o esquema de vacinação prontos para serem executados. As duas cidades ampliaram os pontos de imunização e pretendem imunizar cerca de 7 mil pessoas por dia.

Corumbá irá receber cerca de 40 mil doses da vacina de aplicação única e terá 6 pontos de vacinação para atender a população de todas as regiões do município. "Estamos montando uma estrutura com 6 pontos de vacinação, para contemplar todas as regiões da cidade, o objetivo é vacinar pelo menos 7mil pessoas por dia. Só será vacinado quem realmente mora na cidade", detalhou o secretário municipal de saúde de Corumbá, Rogério Leite.

Ponta Porã, que até então conta com 3 locais de imunização, irá dobrar os pontos de vacina, informou o prefeito. "Estamos com as equipes preparadas desde a semana passada já. Tínhamos 3 pontos, mas agora ampliamos para mais 3 pontos de vacinação. No Centro de Convenções, termos 3 carretas atendendo quem chega de carro, de moto e a pé. Vamos trabalhar das 6h à meia-noite, serão 4 turnos com 2 equipes por ponto. A estimativa é imunizar de 7 mil a 8 mil pessoas num dia", explicou Peluffo, completando que a previsão é que toda a população acima de 18 anos seja vacinada de 6 a 10 dias.

'Cinturão sanitário'

A vacina americana é de aplicação única e será utilizada para estudo epidemiológico conduzido pelo médico infectologista e pesquisador da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Júlio Croda. O estudo será realizado pelo grupo Vebra Covid da Fiocruz (capitaneado por Croda), com apoio da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e das universidades dos Estados Unidos de Stanford, Yale e Miami.

O especialista explicou que  todos acima de 18 anos que ainda não foram vacinados com outros imunizantes receberão dose da Janssen. Os pesquisadores vão monitorar o impacto da vacina em relação a imunidade coletiva e vão comparar os dados com outros 13 municípios similares. Também serão monitoradas a incidência da doenças em crianças e adolescentes, que ainda não podem receber vacina.

A mobilização para que MS recebesse doses extras envolveu grande mobilização política. "Fizemos solicitação para a bancada federal, os senadores de MS foram ontem de manhã ao ministro, governador fez ligações, a ministra Tereza Cristina ligou ao ministro para termos esse fundo de reserva, tivemos apoio do Conass e Conassems. Todos participaram dessa conquista", disse o secretário estadual de saúde, Geraldo Resende.

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