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Mato Grosso do Sul COVID-19

Sem medicamentos, HR suspende entrada de pacientes graves por 24 horas

Expectativa é que sedativos e bloqueadores cheguem ainda hoje e que à noite, situação normalize

14/04/2021 17h33 Atualizada há 2 semanas
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Por: Redação
Sem medicamentos, HR suspende entrada de pacientes graves por 24 horas

Em momento crítico, o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul suspendeu por 24 horas – a partir de ontem – a entrada de novos pacientes que precisem de leito de intubação por falta de medicamentos sedativos.

O estoque duraria apenas 6 horas, segundo ofício da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) enviada ao Ministério Público. As 24 horas solicitadas pelo hospital vencem hoje e a previsão é de que ainda esta noite a instituição possa receber novos pacientes graves.

Por conta do mesmo problema, o Hospital de Câncer Alfredo Abrão fechou 10 leitos de UTI no dia 8 de abril. Hoje, segundo informações do Governo do Estado, estoque com 20 mil ampolas de sedativos foram liberados para MS pela empresa fornecedora.

Conforme detalhes do HR encaminhados à Sesau, por volta das 15 horas de ontem, havia remédio sedativo para os internados somente para as próximas seis horas. Medicamento para bloqueio neuro muscular durariam apenas 12 horas.

Diante desse quadro, a direção do hospital solicitou que nenhum paciente grave que precisasse de intubação fosse encaminhado para lá. A diretora Rosana Leite informou que a previsão é de que kits sejam entregues ao hospital ainda hoje e que à noite, novos pacientes já possam ser acolhidos.

Ela afirmou que a restrição seria apenas aos que precisassem de intubação. “Os demais estamos recebendo (em cateteres e máscaras de oxigênio). Temos uma previsão de chegada ainda hoje de medicações que o governador mandou buscar  em SP. Acredito que à noite conseguiremos receber alguns intubados”, escreveu.

Câncer – no Hospital de Câncer, 10 leitos de UTI precisaram ser fechados por falta de medicamento e no sábado, foi informado de que a instituição buscaria kits na Europa. A assessoria de imprensa do hospital informou que tantos as cirurgias eletivas quanto os leitos continuam suspensos porque ainda não houve reabastecimento.

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