
As candidaturas de Andrea Fim e Sidcley Brasil, para deputados estadual, não conseguiram conquistar uma vaga nas eleições deste domingo. Os dois nomes de Nova Alvorada do Sul encerraram a disputa sem alcançar a eleição, apesar da estrutura e dos recursos empregados durante a campanha.
Com 97% das urnas apuradas, Andrea Fim, que exerce atualmente seu segundo mandato como vereadora de Nova Alvorada do Sul, registrava cerca de 2.243 votos. Já o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal, Sidcley Brasil, aparecia com votação bem inferior.
Os resultados colocam em evidência a dificuldade enfrentada pelos dois candidatos para transformar suas trajetórias políticas locais em votos suficientes para conquistar uma cadeira no Legislativo estadual ou federal.
Segundo informações divulgadas durante o período eleitoral, aproximadamente R$ 106 mil do fundo partidário teriam sido destinados às candidaturas.
O valor chama atenção diante do resultado obtido nas urnas e abre espaço para uma discussão recorrente nas campanhas eleitorais: até que ponto os recursos financeiros conseguem se transformar em votos.
Investimentos garantem estrutura, publicidade, material de campanha e presença política. No entanto, a decisão final permanece nas mãos do eleitor.
Outro aspecto observado durante a campanha foi a aparente ausência de manifestações públicas de apoio de algumas importantes lideranças políticas locais.
Vereadores, ex-vereadores e ex-prefeitos e outras lideranças de expressão do município não demonstraram publicamente, de forma ampla, apoio às duas candidaturas.
Em uma disputa eleitoral, alianças e articulações políticas podem ampliar a presença de um candidato em diferentes grupos e regiões. A ausência ou a menor visibilidade dessas alianças, portanto, acabou sendo um dos aspectos que marcaram a campanha em Nova Alvorada do Sul.
Para Andrea Fim, o resultado ocorre enquanto a vereadora ainda exerce seu segundo mandato e buscava ampliar sua atuação política para além do município.
Já Sidcley Brasil levou para a disputa a experiência de quem já ocupou uma cadeira no Legislativo municipal e também presidiu a Câmara.
Apesar das trajetórias políticas locais, nenhum dos dois conseguiu transformar essa experiência em uma eleição para o cargo disputado neste domingo.
O resultado deixa um cenário que deverá ser analisado pelos grupos políticos envolvidos nas duas campanhas.
Mais do que recursos financeiros ou estrutura eleitoral, uma candidatura precisa conquistar votos suficientes para alcançar o cargo pretendido.
No fim da campanha, é a urna que faz a conta e, desta vez, Andrea Fim e Sidcley Brasil não conseguiram chegar ao número necessário para transformar suas candidaturas em mandatos.
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