
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul segue apurando as circunstâncias do acidente que resultou na morte do jovem Breno Rocha, que completava 19 anos exatamente neste domingo (15). Ele pilotava uma motocicleta e trabalhava como motoentregador quando foi atingido por um carro no cruzamento da Avenida Lourival Barbosa com a Rua Antônio João.
Segundo informações do boletim de ocorrência, Breno seguia no sentido bairro/centro quando foi surpreendido por um Volkswagen Polo branco, cujo condutor teria avançado a preferencial, desrespeitando a sinalização de “Pare”. O jovem chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
Após a colisão, a motorista não parou para prestar atendimento e fugiu do local. Com base em informações repassadas por moradores, policiais localizaram um veículo com as mesmas características estacionado na varanda de uma residência na Rua Antônio João.
No imóvel, a equipe conversou com uma mulher que se identificou como mãe da condutora, apontada como possível responsável pelo carro no momento do acidente. Ela relatou que a filha deixou o veículo na casa e saiu logo em seguida, dizendo que havia se envolvido em um acidente e estava muito nervosa. A mulher afirmou ainda não saber o paradeiro da filha e não autorizou a entrada dos policiais nem entregou a chave do automóvel.
Com a confirmação da morte da vítima, o delegado Goethe Arce Rocha Junior determinou que os policiais retornassem ao endereço para apreender o carro, diante da possibilidade de flagrante. No entanto, ao chegarem novamente ao local, o veículo já havia sido retirado.
De acordo com a mãe da suspeita, ela teria recebido “orientações” para remover o automóvel da residência. Ainda segundo o registro policial, ela também se recusou a informar onde o carro estaria e qual seria o paradeiro da filha.
A Polícia Civil também recebeu informações de que a condutora teria passado parte da tarde ingerindo bebida alcoólica em uma conveniência de posto de combustíveis na mesma avenida onde ocorreu o acidente. Imagens que teriam sido publicadas em redes sociais foram apagadas, mas prints foram encaminhados à delegacia por terceiros.
O caso foi registrado, inicialmente, como:
Favorecimento pessoal – crime caracterizado por auxiliar o autor de delito a escapar da autoridade pública (como esconder foragido ou ajudar na fuga);
Favorecimento real – quando alguém auxilia o criminoso, fora das hipóteses de coautoria ou receptação, com o objetivo de garantir o proveito do crime;
Homicídio culposo na direção de veículo automotor, com possibilidade de aumento de pena de 1/3 à metade caso fique comprovado que o condutor deixou de prestar socorro à vítima quando isso era possível sem risco pessoal.
As investigações continuam para identificar a condutora, apurar eventual participação de outras pessoas na fuga e esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido.